Cartas de amor. Photo: Sabine Weiss

Sabine Weiss

Meu amor:

Carpe Diem.
Colha o dia.

A vida tem mais sentido se há na sentido na vida, uma direção, um projeto de longo prazo.  A ausência desse sentido abre espaço para o vazio, o mal-estar indefinível, o buraco do desalento.

Carpe Diem.  Aproveite o momento.  Não pense no amanhã.  Vamos desencanar.

O filme Sociedade dos Poetas Mortos, com sua bela mensagem de celebração da vida, contrapondo-se à fossilização do pensamento, nos trouxe de volta a frase latina.

Veio a calhar muito bem naquele final dos anos 80, já que a tesoura da emergente era narcísica incumbia-se de começar a cortar os elos entre o hoje e o amanhã, entre o eu e o outro.

O encaramujamento egóico é o núcleo do narcisismo.  Vale para os que estão nas bolhas das academias de ginásticas, dos carrões e das casas de praia, e, também, para os que se confinam aos iglus das regiões de extrema frieza humana do ``connecting people``.

Vive-se desencanadamente em coletividade, em uma ruptura com o amanhã e com o outro.

Daí, pululam os sintomas, toda a sorte de distúrbios dos sentidos.
O indecifrável mal-estar tem como causa a falta de sentido.

Você é pulsão de vida, de movimento, de fraternidade, de comunhão com o próximo.

Temos um projeto. 

Uma parte deles estará nos livros que editaremos. 
A outra parte são filhos, viagens, amigos, pistas de dança, as nossas risadas tão gostosas, a degustação de todo o viver, e a fé Nele, renovada no Carpe Diem.    

“Um galo sozinho não tece uma manhã.  Ele precisará sempre de outros galos”.

Esta é a verdadeira dimensão do Carpe Diem: a do poeta pernambucanoAmo você.

Beijos,



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